segunda-feira, 20 de junho de 2011

Reflexão com vídeo

As tecnologias estão no cotidiano de cada um de nós, alguns vivenciam essa relação com mais intensidade e outros com menos, mas todos nos relacionamos com ela. Na população, os jovens e os adultos intelectualmente mais instruídos, principalmente nos grandes centros urbanos são os que mais interagem com as novas tecnologias da informação e comunicação (TICs). As escolas, principalmente urbanas, como instituições focadas no desenvolvimento humano das crianças e adolescentes, não podem deixar de lado um ingrediente tão importante do cotidiano de público.
Mas como integrar a tecnologia na escola é uma decisão importante e que deve ser tomada pelo coletivo da escola, e constar em seu Projeto Político Pedagógico (PPP). Como queremos que nossos estudantes vejam e utilizem as TICs?
Apesar de terem sido enaltecidas como a invenção humana que iria salvar a humanidade da barbárie através dos mais variados produtos que seriam a garantia de conforto, de justiça social e união entre os povos, sabemos que nem sempre as tecnologias são utilizadas com esses nobres propósitos. A força do modelo econômico capitalista tem outros planos para os produtos tecnológicos. Nós, educadores, temos um papel importantíssimo como mediadores da relação dos estudantes com as TICs. Precisamos ajudá-los a fazer um uso saudável da mesma. Usá-la para o bem estar individual, sem com isso comprometer o bem estar coletivo e ambiental tendo sempre em vista a reflexão sobre os valores que asseguram o desenvolvimento da humanidade em cada um de nós.
Os vídeos dessa atividade são sugestões de temas que podem ser trabalhados nesse sentido. Perceber os interesses econômicos por trás dos apelos diversos que as mídias veiculam, como mostrado no vídeo “criança a alma do negócio”. Refletir sobre a mudança de comportamento dos jovens viciados em internet, não somente em jogos, como problematiza o vídeo “Viciado em Word of Warcraft”. Ajudá-los a refletir sobre a história da humanidade, as regras do funcionamento do capitalismo e como podemos resistir a esse regime perverso, brigando para que os direitos sociais adquiridos teoricamente em nossa moderna legislação não fique só no papel, como problematiza o vídeo “As fases da Revolução Industrial”. Ajudá-los a não se tornarem dependentes irrefletidos da tecnologia, ou eternos infelizes por não poder tê-las, como problematiza o vídeo “O impacto das TICs na vida social”. Por fim, o último vídeo dialoga mais com a formação de professores do que com temas a serem trabalhados com os estudantes. Perpassa todos os outros, na medida em que questiona o nosso papel como professores transmissores e nos sinaliza sobre a necessidade de sermos cada vez mais professores mediadores, que auxiliem os estudantes a organizar seus conhecimentos, já que as informações estão disponíveis nas mídias digitais sem que precisemos transmitir-lhes.

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